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Mulheres já são 40% dos decisores rurais e ampliam espaço na gestão do agronegócio

Estudo da ABAG com a Serasa Experian aponta avanços em escolaridade, tecnologia e crédito entre produtoras ao longo de dez anos A participação das mulheres na gestão do agronegócio brasileiro cresceu na última década. O avanço aparece na qualificação profissional, na presença na propriedade, no uso de tecnologia e no comportamento de crédito. Os dados constam do estudo “Perfil da Mulher do Agronegócio Brasileiro: 10 anos de transformação e avanços”. A pesquisa foi lançada pela ABAG – Associação Brasileira do Agronegócio nesta sexta-feira (2/10), em São Paulo, durante o Global Agribusiness Festival. Tem correalização da Serasa Experian , pesquisa da Fran6 Pesquisa e patrocínio do Sistema FAESP/SENAR . O levantamento combina dados nacionais de mercado, uma pesquisa quantitativa e uma etapa qualitativa com gestoras e produtoras de diferentes regiões. O resultado é um retrato da evolução feminina na produção e na gestão rural. Quatro em cada dez decisores rurais são mulheres A dimensão nacional do estudo foi elaborada pela Serasa Experian, que se apresenta como a primeira e maior datatech do país. Segundo a análise, as mulheres representam 40% dos 10,7 milhões de produtores rurais decisores do Brasil. No crédito, as produtoras registraram taxas de inadimplência inferiores às dos homens. O destaque é para as grandes proprietárias, com 6,85%, e para as mulheres da Região Sul, com 5,4%. Para Sabrina Muñoz, gerente executiva de GeoData e Analytics – Agronegócio da Serasa Experian, o

Dia Nacional da Abelha: de São Paulo ao Pampa gaúcho, pesquisa e boas práticas protegem polinizadores e fortalecem a cadeia do mel

Estado paulista reúne 261 mil colmeias e vê controles sanitários aprovados pela UE; no Rio Grande do Sul, projeto leva soja e apicultura ao mesmo território Neste sábado (3), o Brasil celebra o Dia Nacional da Abelha. A data lembra que esses insetos, ao transportar pólen entre as flores, sustentam a reprodução das plantas, a produtividade agrícola e a conservação da biodiversidade. Em São Paulo, a Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA) atua em várias frentes para proteger as abelhas. Pesquisas da Diretoria de Pesquisa dos Agronegócios ( APTA ) e o trabalho da Defesa Agropecuária compõem o conjunto de ações, que inclui vigilância, fiscalização, rastreabilidade e orientação aos produtores. A atividade também tem peso econômico. Segundo a série histórica da Pesquisa da Pecuária Municipal, do IBGE , o valor da produção de mel no estado superou R$ 100 milhões em 2025. Mais ao sul, no Pampa gaúcho, uma iniciativa da indústria mostra outro caminho: lavouras de soja e colmeias dividindo o mesmo espaço. Uma cadeia com mais de 261 mil colmeias O estado soma 1.884 apiários, com 234.090 colmeias, e 1.121 meliponários, com 27.347 colmeias. Os apiários concentram a criação de abelhas do gênero Apis, enquanto os meliponários reúnem espécies nativas sem ferrão. Juntas, as duas modalidades chegam a 261.437 colmeias. O número mostra a dimensão da atividade e a importância do acompanhamento sanitário e do apoio técnico aos criadores. Própolis, geleia real, pólen apícola e cera completa

Mercosul precisa agir como bloco para preservar competitividade do agro, avaliam especialistas no GAFFFF

Painel reuniu representantes do Brasil e da Argentina para debater custos, excesso de oferta, clima e os desafios da integração regional O principal risco para o agronegócio do Mercosul pode estar menos na concorrência externa do que na dificuldade de os países do bloco atuarem de forma coordenada. Essa foi uma das conclusões do painel “Mercosul no cenário global: estratégias para manter a competitividade e a produtividade”, realizado nesta quinta-feira (1º) durante o Global Agribusiness Festival (GAFFFF), em São Paulo. O debate teve moderação de Glauber Silveira, diretor executivo da Abramilho. Participaram Bernhard Kiep, diretor da Abramilho e membro do conselho da Maizall; Federico Zerboni, presidente da Maizar; e Maciel Silva, diretor técnico adjunto da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) . Dados da CNA indicam que o Valor Bruto da Produção (VBP) agropecuária brasileira deve recuar 4% em 2026, para R$ 1,45 trilhão. No caso do milho, a queda projetada é de 6,1%, reflexo principalmente da desvalorização dos preços reais. Estoques elevados e demanda fraca prolongam a pressão sobre preços Para Bernhard Kiep, o ambiente macroeconômico internacional ficou mais complexo justamente quando a rentabilidade do produtor está sob pressão. Ele avalia que estoques altos, somados a uma demanda insuficiente, reduzem o incentivo à produção e prolongam o período de preços achatados. Ao descrever esse quadro, o diretor da Abramilho afirmou: “Os desafios para o agronegócio

Pesquisa apresentada no GAFFFF 2026 mostra que estereótipos ainda dominam a percepção do agro

Painel com Luiz Felipe Nastari, da DATAGRO, e Raquel Messias, da A.GRO, discutiu como a comunicação e os eventos podem revelar um setor diverso, moderno e inovador Traduzir para a sociedade a diversidade, as transformações e a realidade do agronegócio ainda é um desafio. É o que mostra uma pesquisa apresentada nesta quinta-feira (1º), no primeiro dia do Global Agribusiness Festival (GAFFFF) 2026, no Nubank Parque, em São Paulo. O levantamento foi tema do painel “A.GRO Pulse: como o agro quer ser visto pelos brasileiros”. A conversa reuniu Raquel Messias, estrategista de marca da A.GRO, e Luiz Felipe Nastari, diretor da DATAGRO. O estudo avaliou a percepção dos consumidores sobre 109 marcas ligadas ao agro. Na visão desse público, nenhuma delas realmente entende o setor, um resultado que expõe a distância entre quem produz e quem comunica. Publicidade ainda não retrata quem trabalha no campo Os dados foram revelados por Raquel Messias. Segundo a estrategista, o sentimento de não representatividade atinge diretamente quem atua no agronegócio e se reflete na forma como o setor avalia as campanhas das empresas. Ao comentar o resultado, ela afirmou: “As pessoas que atuam no setor não se sentem representadas pela publicidade dessas empresas e avaliam que não são vistos ou compreendidos pela sociedade em geral.” A falta de reconhecimento também aparece em outro indicador. De acordo com Raquel, 65% dos produtores rurais acreditam não ser admirados pelo público em geral, embora a real

Dia Internacional do café: pronto para beber lidera a próxima onda e deve crescer 80% no Brasil até 2031

Com selo da ONU pela primeira vez, a data de 1º de outubro coincide com a expansão do café RTD, que chega a US$ 34,2 bilhões no mundo e mira a China como nova fronteira O Dia Internacional do Café, celebrado em 1º de outubro, chega em 2026 com um reforço inédito. A Assembleia Geral das Nações Unidas oficializou a data por meio de resolução, após iniciativa liderada pelo Brasil, maior produtor e exportador mundial do grão. A comemoração já era reconhecida pela Organização Internacional do Café (OIC). Enquanto a data ganha status diplomático, o consumo também muda de formato. Uma das tendências mais fortes é o café pronto para beber, conhecido pela sigla RTD (ready to drink). São bebidas em lata ou garrafa, vendidas sem necessidade de preparo, que aproximam o café da rotina acelerada das cidades. No Brasil, o segmento movimentou US$ 6,4 milhões no ano passado, segundo a consultoria Mordor Intelligence . A projeção é chegar a 2031 com US$ 11,5 milhões, alta de 80%. Para 2026, a estimativa é de US$ 7,1 milhões em vendas, avanço de 10%, com taxa de crescimento anual composta (CAGR) de 10,18% entre 2026 e 2031. O que os números indicam para o produtor brasileiro Para quem planta café, o avanço do RTD significa uma porta adicional de demanda. O novo segmento se soma à liderança que o país já exerce na produção e na exportação. Hugo Centurion, head da Ascenza Brasil , fabricante de soluções para proteção de cultivos, enxerga nessa mudança um salto de posicionamento, ao afirmar que: “

Autismo e obesidade exigem mais do que uma dieta

* Prof. Dr. Luiz Gustavo de Quadros Para quem convive com uma pessoa autista, algumas situações à mesa são conhecidas. Há alimentos que não podem encostar uns nos outros, texturas que provocam rejeição imediata, marcas que precisam ser mantidas e preparações que não podem mudar. Em alguns casos, pequenas alterações na rotina alimentar já são suficientes para provocar desconforto. Essas particularidades ajudam a entender por que falar em alimentação no autismo exige mais cuidado. A relação com a comida pode envolver aspectos sensoriais, comportamentais e de rotina que não aparecem quando avaliamos apenas o que está no prato. Uma criança que aceita cinco ou seis alimentos, por exemplo, pode ter dificuldade para ampliar esse repertório. Trocar alimentos de forma repentina, retirar aqueles que ela aceita ou estabelecer uma dieta rígida pode produzir o efeito contrário ao desejado. Antes de pensar em restrição, é necessário saber quais alimentos fazem parte daquela rotina, por que são aceitos e quais possibilidades existem para ampliar gradualmente essa variedade. Essa questão ganha outra dimensão quando existe excesso de peso. Uma alimentação restrita pode conter alimentos com alta densidade calórica e poucos grupos nutricionais, enquanto a própria dificuldade de experimentar novos alimentos limita as possibilidades de substituição. O problema, portanto, não se resolve simplesmente com uma lista do que pode ou não pode ser consumido. Também é importante separar duas questões que

Vinho brasileiro cresce e ganha vitrine na ProWine, enquanto a Califórnia arranca vinhedos

Anuário do Mapa aponta 965 vinícolas e mais de 300 milhões de litros no país; nos EUA, a Gundlach Bundschu recorre ao Chapter 11 e revela as dificuldades para os produtores locais O vinho brasileiro vive um momento de expansão que contrasta com a crise nos Estados Unidos. O primeiro Anuário do Vinho , publicado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), registra produção declarada acima de 300 milhões de litros em 2025. O país fechou o ano com 965 vinícolas registradas, distribuídas por 327 municípios. O número de vinícolas cresceu 41,5% desde 2020, segundo o levantamento detalhado pelo portal A Vindima . As exportações subiram 25,9% em volume e chegaram a 7,35 milhões de litros. Já as importações somaram 165,66 milhões de litros, o que indica espaço para o vinho nacional avançar. A Organização Internacional da Vinha e do Vinho (OIV) também aponta alta de 9,6% na área plantada brasileira em 2025, para 91 mil hectares. É nesse cenário que a ProWine São Paulo acontece, de 6 a 8 de outubro, no Expo Center Norte. A feira reúne cerca de 2 mil expositores. Segundo dados da organização divulgados pelo JWave , o setor movimentou R$ 21,1 bilhões em 2025, e os espumantes bateram recorde de 4,5 milhões de caixas. Califórnia encolhe: vinhedos arrancados e uma vinícola de 1858 em crise Nos Estados Unidos, o movimento é inverso. A Gundlach Bundschu, fundada em 1858 no Vale de Sonoma, é a vinícola familiar mais antiga da Califórnia em operação contínua. Ela entrou com pedido de Chapt

Desperdício de alimentos: da FAO à panela, iniciativas mostram que reduzir perdas é tarefa de toda a cadeia

No Dia Internacional de Conscientização sobre Perda e Desperdício de Alimentos, FAO, Prefeitura de São Paulo, Food To Save, Multiflon e Instituto Fome Zero reforçam que o tema vai do campo à mesa Celebrado em 29 de setembro, o Dia Internacional de Conscientização sobre Perda e Desperdício de Alimentos chega à sétima edição com um recado comum de governos, empresas e organizações: o problema é global, mas as soluções passam por ações concretas e cotidianas. Da tribuna da FAO às cozinhas comunitárias de São Paulo, dos aplicativos que resgatam excedentes às frigideiras domésticas, cada elo da cadeia tem algo a fazer. O Food Forum News reuniu as principais iniciativas divulgadas na data. Os números explicam a urgência. Ao mesmo tempo em que milhões de pessoas enfrentam insegurança alimentar, toneladas de comida própria para consumo são perdidas na produção, no transporte, no varejo e dentro de casa. Perdas em escala global pressionam florestas e clima Segundo a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), 13,4% dos alimentos produzidos no mundo se perdem após a colheita e antes de chegar ao varejo . Outros 19% dos alimentos disponíveis aos consumidores são desperdiçados no comércio, nos serviços de alimentação e nos lares. Em evento conjunto com o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), realizado em Roma, o diretor-geral da FAO, Qu Dongyu, destacou o potencial transformador da redução de perdas. Ele conectou o tema diretamente à proteçã

Vinícola VIK investe em “vinho circular” e reforça filosofia de baixa intervenção

Eleita a melhor vinícola do mundo em 2025, a chilena VIK lança linha vinificada em ânforas artesanais e revela os bastidores da criação de seu vinho ícone A Viña VIK apresentou as duas iniciativas que resumem sua filosofia de vinificação: o vinho ícone da casa, batizado apenas de “VIK”, e uma segunda linha batizada de “vinho circular”, vinificada em ânforas artesanais enterradas no solo na propriedade. As informações foram detalhadas pelo enólogo-chefe Cristián Vallejo na Festa da Vendímia, realizada em Araçoiada da Serra – SP no dia 26 de setembro. A vinícola foi fundada em 2004 pelos empresários noruegueses Alexander e Carrie Vik, no Vale de Millahue, na região vinícola de Cachapoal. A evolução da VIK é notável: em novembro de 2025, a VIK foi eleita a melhor vinícola do mundo pelo ranking The World’s 50 Best Vineyards , depois de ter ficado em segundo lugar em 2024 e em terceiro em 2023. Personalidade, não estilo Para Vallejo, o objetivo da vinícola nunca foi copiar um modelo europeu de vinho. Ele resumiu o posicionamento na masterclass conduzida no evento: “O que buscamos não é ter um estilo, porque estilo é imitar alguém. O que buscamos é personalidade — a expressão genuína deste lugar” Essa busca também apareceu na escolha do terreno no Chile, feita ainda antes da fundação da vinícola. A empresa trabalhou extensivamente no estudo sobre o uso racional e sustentável dos elementos naturais onde instalou a estrutura dos vinhedos e do hotel. Segundo Vallejo, os fundadores pas

Puro malte deixa de ser detalhe de rótulo e vira critério de compra no Brasil

Categoria cresce 81% em litros e leva a Heineken a reforçar receita de 1873 sem milho, arroz ou aditivos A pergunta “é puro malte?” passou a acompanhar a escolha da cerveja na gôndola, no bar e no delivery. O consumidor brasileiro quer saber o que vai no copo, e o mercado responde. Em 2024, a categoria registrou crescimento de 81% em litros vendidos, segundo a Kantar . No mesmo período, as cervejas comuns avançaram apenas 2%. Nesse cenário, a NielsenIQ apontou a Heineken como a cerveja puro malte mais vendida do Brasil, na versão regular. A marca, porém, afirma que o conceito não nasceu da tendência atual. A receita que a marca diz manter desde 1873 Criada na Holanda em 1873, a Heineken afirma preservar a mesma fórmula há mais de 150 anos. A base é água, malte, lúpulo e a Levedura A, ingrediente desenvolvido pela própria marca ainda no século XIX. Segundo a companhia, não entram milho, arroz ou aditivos. Uma cerveja puro malte, vale lembrar, é produzida exclusivamente com malte, lúpulo, levedura e água, sem cereais não maltados. Eduardo Picarelli, diretor da unidade de negócios da Heineken no Brasil, sustenta que a escolha por ingredientes naturais antecede a onda de interesse do mercado e faz parte da identidade da marca: “O puro malte não é uma resposta a uma tendência para a Heineken. É parte da nossa história. A escolha por uma receita baseada em ingredientes naturais e o cuidado com cada etapa do processo fazem parte de uma tradição que atravessa gerações. O nosso desafi

Selo Vacas Felizes leva bem-estar animal ao rótulo dos queijos Dutch Lady

Novo QR Code em embalagens artesanais conecta consumidor a dados reais de saúde e conforto do rebanho leiteiro Imagine escanear a embalagem de um queijo artesanal e descobrir, na hora, como está a vida das vacas que geraram aquele leite. É exatamente essa a proposta do Selo Vacas Felizes, ferramenta desenvolvida pela Cowmed , startup gaúcha especializada em monitoramento inteligente de rebanhos leiteiros. A novidade já está nas embalagens dos queijos artesanais da marca Dutch Lady. Por meio de um QR Code impresso no rótulo, o consumidor final acessa em tempo real indicadores de saúde e conforto das vacas da Fazenda Frank’Anna, em Carambeí (PR), fornecedora da matéria-prima. A iniciativa chega em um momento em que rastreabilidade e transparência deixaram de ser diferenciais e passaram a compor a lista de exigências básicas do consumidor de laticínios. Sensores que traduzem o comportamento do rebanho A tecnologia da Cowmed usa sensores e algoritmos proprietários para acompanhar, 24 horas por dia, dados biológicos como saúde e bem-estar das vacas leiteiras. As informações coletadas no curral são cruzadas com as cinco liberdades do bem-estar animal — acesso a água e alimento, ausência de dor e enfermidades, espaço para comportamento natural da espécie e proteção contra estresse, ansiedade e medo. Esse cruzamento de dados é o que sustenta o selo exibido na embalagem: cada indicador publicado no QR Code tem origem em leituras contínuas feitas diretamente no animal, e não em relatór

Anvisa detalha quais benefícios podem aparecer nos rótulos de alimentos

Nota técnica reúne 109 declarações sobre 27 nutrientes e define quantidade mínima e forma de redação para comunicar propriedades funcionais nas embalagens Dizer no rótulo que um alimento “ajuda no funcionamento do intestino” ou “auxilia no sistema imune” passou a ter um roteiro mais claro. A Nota Técnica 43/2025, publicada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária ( Anvisa ) em julho de 2025, reúne 109 declarações sobre funções de 27 nutrientes autorizadas nas embalagens, respeitadas as condições de uso. O documento não cria novos benefícios. Ele organiza o que já pode ser dito, recomenda quantidades mínimas por porção e orienta a redação das mensagens para que correspondam exatamente aos efeitos reconhecidos pela ciência. Ter um ingrediente autorizado na formulação não basta para anunciar qualquer efeito à saúde. As declarações sobre funções plenamente reconhecidas dispensam comprovação de eficácia, conforme explica o Guia 55 da Anvisa — mas essa dispensa não vale para textos que alterem o sentido da função descrita. Quantidade, público e evidências definem o que pode ser dito A comprovação do benefício depende da quantidade consumida, do público-alvo e das condições de uso do produto. Já a avaliação de segurança verifica em quais condições um ingrediente pode ser consumido, o que é diferente de autorizar a comunicação de um efeito específico. Segundo reportagem do portal especializado Food Connection sobre o tema, a comunicação dos benefícios de ingredientes funcionais

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