Vendas das fabricantes nacionais para reposição recuam 13,3% até agosto; avanço dos importados pressiona produção, empregos e investimentos no país A forte expansão das importações de pneus está aprofundando o desequilíbrio no mercado brasileiro e aumentando a pressão sobre a indústria instalada no país. Entre janeiro e agosto de 2026, as importações cresceram 58,3% , enquanto as vendas das fabricantes nacionais para o mercado de reposição recuaram 13,3% , na comparação com o mesmo período do ano passado, segundo dados da Associação Nacional da Indústria de Pneumáticos (ANIP) e do ComexStat. O avanço dos produtos estrangeiros vem alterando rapidamente a composição do mercado. Os importados passaram a responder por 70% das vendas de reposição , enquanto a participação das fabricantes instaladas no Brasil recuou para 30%. Em 2019, a relação era inversa: a indústria nacional detinha 66% desse mercado e os importados, 34%. Em volume, as fabricantes nacionais venderam 14,6 milhões de pneus para reposição entre janeiro e agosto , ante 16,9 milhões no mesmo período de 2025. Já as importações passaram de 21,6 milhões para 34,2 milhões de unidades . “Estamos assistindo à destruição da indústria nacional de pneus e isso terá consequências graves para o país. Não se trata apenas de uma oscilação de vendas. A indústria instalada no Brasil perde espaço de forma contínua para produtos importados, muitos deles comercializados em condições que consideramos desleais. Se essa trajetória contin
Motor falhando na marcha lenta: quais as causas e como resolve… forum
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O enquadramento da primeira etapa da Rota Mogiana no Regime Especial de Incentivos para o Desenvolvimento da Infraestrutura (REIDI), com cerca de R$ 2,1 bilhões em investimentos previstos, amplia a expectativa de melhorias em importantes corredores logísticos de São Paulo. O projeto está inserido em um sistema de aproximadamente 520 quilômetros de rodovias e prevê duplicações e faixas adicionais, implantação de vias marginais, novos dispositivos de acesso, passarelas, pontes, viadutos e sistemas de pesagem em alta velocidade. A concessão abrange trechos que conectam Campinas a diferentes regiões do interior paulista e à divisa com Minas Gerais, área estratégica para a circulação de cargas e o acesso a importantes corredores rodoviários do Estado. Para o Transporte Rodoviário de Cargas, porém, o resultado de um investimento dessa dimensão não se mede apenas pela quantidade de quilômetros contemplados. O efeito sobre a operação depende principalmente de onde as intervenções serão realizadas e da capacidade de eliminar retenções, melhorar acessos e reduzir pontos que hoje comprometem tempo de viagem, segurança e previsibilidade. A própria natureza das operações faz com que duplicações, marginais, acessos ou melhorias no pavimento tenham impactos diferentes conforme a rota e a carga transportada. Essa leitura ganha relevância em São Paulo pela concentração de importantes rotas de importação e exportação. Corredores rodoviários conectam polos industriais e centros de distribuição
Criada por sócios da Vaapty, startup combina IA, validação técnica e modelo de licenciamento para ampliar a oferta de laudos cautelares em todo o país De olho no crescimento do mercado de veículos usados, a Tenvê estreou em setembro com uma plataforma voltada à emissão de laudos cautelares. A startup foi criada pelos empresários Michael Franco e Miguel Senegalha de Souza, sócios da Vaapty, líder do franchising no segmento de intermediação de venda de veículos no Brasil, em parceria com Fernando Masetti, especialista com mais de 30 anos de experiência em vistorias e avaliação de bens. A solução permite coletar fotos e informações do veículo diretamente pelo celular. A Inteligência Artificial auxilia na organização e no cruzamento dos dados, enquanto a análise final e a emissão do laudo são realizadas por uma equipe técnica da empresa. O serviço contempla inspeção estrutural, avaliação da pintura, consultas ao histórico do veículo e emissão do laudo cautelar. A operação funciona por meio do aplicativo da Tenvê, que conecta o cliente a um representante credenciado para realizar a vistoria cautelar. Após a coleta das informações, os dados seguem para validação da equipe técnica, responsável pela emissão do laudo. O modelo permite ampliar a cobertura da rede sem a necessidade de estruturas físicas em todas as cidades. A empresa aposta no crescimento por meio de licenciamento, com investimento inicial de R$ 5 mil e projeção de faturamento a partir de R$ 10 mil mensais para o operad
Poucos serviços geram tanta discussão dentro das oficinas quanto a limpeza dos bicos injetores. Enquanto alguns profissionais a recomendam como parte da manutenção preventiva, outros defendem que ela deve ser realizada apenas após um diagnóstico criterioso. Afinal, quem está certo? Para responder a essa pergunta, é importante entender como surgiu a injeção eletrônica no Brasil e como essa tecnologia transformou o mercado da reparação automotiva. O início da injeção eletrônica no Brasil A injeção eletrônica começou a equipar os veículos nacionais no final da década de 1980, trazendo uma nova forma de controlar a mistura ar-combustível enviada aos cilindros do motor. Até então, essa função era desempenhada pelo carburador, um componente mecânico que realizava a dosagem do combustível por meio de giclês (orifícios calibrados) e diversos ajustes mecânicos. Naquela época, as exigências do PROCONVE (Programa de Controle da Poluição do Ar por Veículos Automotores) tornavam-se cada vez mais rigorosas. O carburador já não conseguia atender aos limites de emissões de poluentes nem oferecer a precisão necessária para melhorar o consumo de combustível e o desempenho do motor. Diante desse cenário, as montadoras iniciaram a substituição gradual dos carburadores pelos sistemas de injeção eletrônica. Entre os últimos veículos produzidos no Brasil equipados com carburador destacam-se o Ford Escort, o Fiat Uno Mille e a Volkswagen Kombi. A mudança na rotina das oficinas A chegada da injeção e
C omo processos, tecnologia e melhoria contínua transformam a rotina, a qualidade e a experiência do cliente Por Mario Bandeira/ E-Scuderia Car Service Gestão visual do pátio no Garagem Hero: em um único painel, a equipe acompanha os veículos em orçamento, a iniciar, em andamento e concluídos. Quando se pensa em uma oficina mecânica, é natural imaginar elevadores, ferramentas, equipamentos de diagnóstico e carros sendo reparados. Mas existe uma ferramenta que não aparece na caixa do mecânico e que influencia diretamente o resultado do serviço: a gestão. Uma oficina de alto desempenho não depende apenas de conhecimento técnico. Ela precisa de processos claros, informação acessível, organização, controle de qualidade e uma equipe que saiba exatamente o que deve acontecer em cada etapa. Foi a partir dessa necessidade que passamos a trazer para o chão de oficina conceitos ligados ao Sistema Toyota de Produção, ao Lean Manufacturing, ao Kanban e ao 5S, combinando essas referências com soluções desenvolvidas a partir dos nossos próprios problemas do dia a dia. A ideia nunca foi transformar a oficina em um ambiente burocrático. Pelo contrário: quanto melhor o processo, menos energia a equipe precisa gastar procurando informação, ferramenta ou peça – e mais tempo pode dedicar ao que realmente importa, que é diagnosticar e reparar bem. Kanban digital: o pátio à vista de todos Um dos exemplos mais visíveis está no controle de pátio. Utilizamos o sistema Garagem Hero como ferramenta de
Norival Oliveira, da Castrol, aborda a importância do óleo de baixa volatilidade para motores com injeção direta no Oficina Brasil Educa Salvador A carbonização das válvulas de admissão em motores de injeção direta será tema de uma das palestras do Oficina Brasil Educa Salvador , em 29 de setembro de 2026. Norival Oliveira, da Castrol, apresenta o conteúdo “Carbonização de válvulas de admissão: Por que o óleo de baixa volatilidade é vital em motores de injeção direta”. Inscrição neste link. Nos motores com injeção direta, o combustível é injetado diretamente na câmara de combustão, o que modifica as condições de funcionamento do sistema de admissão em comparação com motores que utilizam injeção no coletor. Para o reparador, entender essas características é importante na investigação de sintomas relacionados ao desempenho e ao funcionamento do motor. A palestra também aborda a relação entre a escolha do lubrificante e a formação de depósitos. O conhecimento sobre volatilidade do óleo pode ajudar o profissional da oficina a compreender melhor os fatores envolvidos na carbonização e a considerar as especificações adequadas durante a manutenção. O conteúdo será apresentado a partir das 19h, no Senai Dendezeiros, em Salvador (BA), dentro da programação do Oficina Brasil Educa. A participação poderá ser presencial ou on-line. Agenda — Oficina Brasil Educa Salvador Dia e Horário – 29 de setembro de 2026 – 19h Salvador – BA Local: Senai Dendezeiros Endereço: Avenida Dendezeiros do Bo
Executivos do setor automotivo em toda a Europa esperam que o rearmamento ajude a indústria a voltar a ganhar força É verde, robusto e intimidador. O mais recente carro da Ford parece uma picape que passou por uma transformação digna do Incrível Hulk. Baseada na popular linha Ranger, o modelo estacionado diante da fábrica da Ford em Dagenham, no leste de Londres, pode transportar até duas toneladas, rebocar até quatro toneladas e também carrega as esperanças dos cerca de 2.000 funcionários que ainda produzem motores no local. Dentro da fábrica, os motores a diesel de três litros que vão equipar o veículo camuflado passam por uma linha de produção que, na última década, viu o volume anual cair de 90 mil unidades para cerca da metade. A Ford espera que a entrada no mercado de veículos militares ajude a compensar essa queda . O chefe da empresa no Reino Unido descreve o momento atual como o cenário mais desafiador para o setor desde a invenção do automóvel. Antes poderosa, a indústria automobilística europeia começa a mostrar sinais de enfraquecimento e aposta no forte aumento dos gastos com defesa, em meio ao rearmamento da Europa, para voltar a demonstrar sua força industrial. A Ford faz parte de uma joint venture com as empresas especializadas em defesa General Dynamics e Ricardo que disputam um contrato com o Ministério da Defesa do Reino Unido para fornecer 9.000 veículos ao longo dos próximos cinco a sete anos, em substituição à frota do Exército baseada em modelos Land Ro
Em volumes ainda pequenos, sistemistas começam a atender marcas chinesas. Em julho, negócios OEM cresceram 5,7%. Relatório da Pesquisa Conjuntural e da Reposição publicado este mês pelo Sindipeças indica alta nas vendas para as montadoras no acumulado do ano, mas retração nos negócios na área de reposição e nas exportações. No cômputo geral, o faturamento líquido nominal do setor recuou 1,8% no comparativo entre os primeiros sete meses deste ano e o mesmo período de 2025. Enquanto as entregas para as montadoras tiveram expansão de 2,5%, o aftermarket retraiu 5,2% e as exportações, 12,4%. A indústria de autopeças viveu momento positivo em julho, quando a receita nominal teve alta de 6,3% sobre junho graças ao aumento dos negócios junto às montadoras e também no mercado de reposição. O Sindipeças admite que o maior número de dias úteis influenciou positivamente, mas destaca a aquisição de maior volume por parte de clientes tradicionais na área OEM, além do fechamento de contratos com novos clientes. Como os resultados da pesquisa são tratados com sigilo, a entidade, obviamente, não cita nomes. Mas a área de Economia do Sindipeças admite que alguns sistemistas já estão fornecendo produtos para montadoras chinesas, mesmo que em “volumes pequenos, residuais”. No comparativo de julho com junho, o aftermarket cresceu 2,6%, enquanto as exportações retraíram 0,9%. A utilização da capacidade instalada atingiu 74,4% em julho, o melhor resultados dos últimos 12 meses. No acumulado do ano
Três nacionais ainda lideram o ranking, mas já são quatro os de origem asiática no Top 12 da Fenabrave Três carros nacionais seguem no topo do ranking do segmento de hatches pequenos publicado mensalmente pela Fenabrave. Mas esse mercado ganhou nova dinâmica com a expansão da oferta de compactos chineses, cujas vendas aceleram bem mais do que as dos produzidos aqui. No total, as vendas do acumulado de janeiro a agosto atingiram 383 mil unidades, alta de 28,5% sobre os 305 mil hatches pequenos comercializados no mesmo período de 2025. O mercado de veículos leves, na média, evoluiu 19,8%. No comparativo de agosto deste ano com o mesmo mês do anterior, a participação cresceu 2,8 pontos porcentuais, de 25,8% para 28,6%. No acumulado do ano está em 25,9%. No topo do ranking do segmento aparecem VW Polo, que teve volume reduzido de 83 mil para 75 mil unidades no comparativo anual, Fiat Argo, com emplacamentos estáveis em 64 mil, e Chevrolet Onix, que graças ao programa Carro Sustentável ampliou vendas de 48 mil para 60 mil. A quarta posição este ano foi assumida pelo BYD Dolphin Mini, cujas vendas mais do que triplicaram, passando de 9 mil para mais de 31 mil unidades no acumulado deste ano. Na sequência vem o Hyundai HB20, com 47,2 mil licenciamentos, com mais dois chineses completando o Top 7. São eles o BYD Dolphin (31,2 mil unidades) e Geely EX2, com 26,5 mil. Citroën C3, Honda City Hatch, Peugeot 208 e GAC Aion UR, também chinês, complementam a lista da Fenabrave dos 12 hatche
Híbridos e elétricos incorporam tecnologias de gerenciamento térmico e exigem novas competências de profissionais e oficinas; tema será destaque na Febrava RIO, de 6 a 8 de outubro O avanço dos veículos eletrificados no Brasil está transformando não apenas a mobilidade, mas também os sistemas de climatização automotiva. No primeiro semestre de 2026, foram emplacados 215.023 veículos leves híbridos e elétricos no país, alta de 125% em relação aos 95.493 registrados no mesmo período de 2025, segundo dados da Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE). Com a expansão dessa frota, tecnologias como compressores elétricos de alta tensão, gerenciamento térmico de baterias e sistemas voltados à eficiência energética passam a ganhar espaço e criam demandas para fabricantes, distribuidores, oficinas e profissionais especializados em climatização. A evolução desse mercado também amplia as fronteiras do AVAC-R — Aquecimento, Ventilação, Ar-Condicionado e Refrigeração — ao aproximar a climatização automotiva de temas como eletrificação, gestão de energia e controle térmico. Essas transformações estarão entre os assuntos apresentados e debatidos na Febrava RIO , que acontece de 6 a 8 de outubro, no Riocentro, no Rio de Janeiro. “A eletrificação está mudando sistemas que já fazem parte da rotina dos veículos e trazendo novas exigências para a indústria e para os profissionais. Acompanhar esse movimento é importante para entender como o AVAC-R está avançando para novas aplicações e inc
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